“Conseguia ver a ironia nos olhos daqueles que tanto diziam me amar, conseguia sentir a mentira sussurrando no meu ouvido o quanto depois eu iria me arrepender por ter dado ouvidos à tantas palavras sem sentimentos, conseguia sentir meu coração… Meu pobre coração quebrando-se aos poucos. Na verdade a grande culpada dessa dor sou eu. Sempre sou eu; sempre vai ser eu. Eu que erro, que sempre quebro a cara, que sempre amo sozinha. E justo eu, justo eu que sempre gostei de tratar as pessoas bem, justo eu que sempre fiz o bem sem ligar para o que iriam dizer. Justo eu, meu Deus… Justo esse meu coração fraco. Ah, pensando bem, eu mereço um pouco dessa dor, digo um pouco, pois com toda essa intensidade estou sentindo-me inferior ao sofrimento. Eu estou sentindo as pessoas partirem uma por uma, e levando de mim o melhor.. E me restando apenas, as lembranças, a dor e todo o resto que não me faz nenhum bem. Ah, não adianta, não consigo esquecer… Não consigo. Vou deixar de lado, vou ignorar, vou me afastar. Talvez seja o melhor, talvez eu não chore mais, talvez eu deixe de amar com tanta intensidade; Ou talvez eu só esteja me enganando.” —
Joyce Queiroz